A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max nesta semana e as primeiras impressões de quem já teve contato com os aparelhos começaram a aparecer. Ainda não são reviews completos, já que os novos modelos entram em pré-venda no dia 12 e chegam às lojas no dia 18 de setembro, mas esse primeiro contato já ajuda a entender quais mudanças realmente chamaram atenção e quais parecem menores do que a apresentação da Apple pode fazer parecer.
No geral, a recepção inicial parece positiva, mas sem aquela sensação de que a Apple reinventou o iPhone. A câmera com abertura variável foi uma das novidades que mais despertaram interesse, enquanto o design bastante parecido com o iPhone 17 Pro e o aumento de preço nos Estados Unidos pesaram do outro lado. É justamente essa combinação que torna a nova geração interessante para quem está pensando em trocar de celular: o iPhone 18 Pro claramente melhorou, mas ainda falta descobrir o quanto essas mudanças aparecem no uso real.

A nova câmera é o que mais chama atenção
A principal novidade dos iPhone 18 Pro está na câmera principal de 48 MP, que agora trabalha com abertura variável em f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4. Na prática, isso permite controlar a quantidade de luz que chega ao sensor e também interfere na profundidade de campo. A Apple ainda adicionou controles manuais de velocidade do obturador, balanço de branco e foco diretamente no aplicativo Câmera.
É uma mudança interessante principalmente porque aproxima um pouco mais o iPhone de uma experiência de câmera tradicional, mas eu ainda teria cuidado para não tratar isso como uma revolução antes dos testes completos. O The Verge levantou justamente essa questão ao analisar a novidade: como estamos falando de um sensor de smartphone, a diferença produzida pelas aberturas menores pode ser mais limitada do que seria em uma câmera dedicada. Para eles, a abertura máxima de f/1.48 pode acabar sendo uma das partes mais úteis da mudança por permitir a entrada de mais luz.
Esse é provavelmente o ponto que eu mais gostaria de testar pessoalmente. Eu uso o iPhone 17 Pro Max hoje e, olhando apenas para o anúncio, a câmera é a mudança que mais me faria considerar uma troca. Já escrevi sobre se vale trocar o iPhone 17 Pro Max pelo iPhone 18 Pro Max, mas quero colocar os dois lado a lado antes de chegar a uma conclusão definitiva.
O restante parece mais uma evolução do 17 Pro
Quem esperava uma grande mudança visual provavelmente não vai encontrar isso nesta geração. No primeiro contato do The Verge com os aparelhos, uma das observações foi justamente como o iPhone 18 Pro continua parecido com o 17 Pro. Os tamanhos de tela permanecem em 6,3 e 6,9 polegadas e a estrutura continua em alumínio, embora a Dynamic Island esteja menor e a Apple tenha mudado as opções de cores, incluindo o novo bordô e a volta do preto.
Por dentro há mudanças mais importantes. Os dois modelos usam o novo A20 Pro e uma nova geração da câmara de vapor, enquanto a Apple também promete ganhos de bateria. No Brasil, a empresa informa até 43 horas de reprodução de vídeo no iPhone 18 Pro Max, seis horas a mais que no 17 Pro Max segundo seus próprios testes. É um número interessante, mas autonomia é outra coisa que eu prefiro avaliar no uso diário antes de dizer que existe uma diferença grande entre as duas gerações.
O preço deixa a comparação com o 17 Pro ainda mais importante
Nos Estados Unidos, o iPhone 18 Pro começa em US$ 1.199 e o Pro Max em US$ 1.299, ambos US$ 100 mais caros que seus antecessores no lançamento. No Brasil, a loja da Apple lista o iPhone 18 Pro de 256 GB por R$ 11.999.
É aqui que eu acho que a discussão fica mais interessante. Não existe muita dúvida de que o iPhone 18 Pro é tecnicamente melhor que o 17 Pro. A questão para quem já tem um aparelho recente é se câmera, bateria, desempenho e as outras mudanças justificam pagar pela nova geração, principalmente se o 17 Pro começar a aparecer com preços melhores no varejo.

Então, o iPhone 18 Pro agradou?
Pelo que apareceu até agora, sim. As primeiras impressões são positivas principalmente em relação à câmera e às melhorias internas, mas também existe uma certa cautela porque visualmente estamos diante de uma evolução do iPhone 17 Pro, e não de uma mudança radical. O próprio The Verge descreveu poucas alterações de design em seu primeiro contato e levantou dúvidas sobre o tamanho do impacto prático da abertura variável, justamente uma das novidades mais promovidas pela Apple.
Também é cedo demais para transformar essas primeiras impressões em veredito. Os aparelhos nem chegaram às lojas e ainda precisamos de testes mais longos de câmera, bateria, desempenho e aquecimento. Eu ainda não usei o iPhone 18 Pro ou o 18 Pro Max, então minha opinião continua baseada no que a Apple apresentou e no que quem teve acesso antecipado ao aparelho está relatando.
Por enquanto, o iPhone 18 Pro me parece uma evolução interessante, principalmente pela câmera, mas não vi nada que me faça olhar para o meu iPhone 17 Pro Max e pensar que preciso trocar imediatamente. Quando conseguir testar o novo modelo de verdade, aí sim vai dar para responder essa pergunta com muito mais propriedade.
– Memória RAM: 8 GB.
– Tela de 6,3″ com ProMotion 120 Hz: brilho de 3.000 nits, 33% menos reflexos e navegação fluida.
– Câmeras Fusion de 48 MP: fotos em altíssima resolução, zoom óptico de 2x e lente ultra-angular.
– Bateria para o dia todo: até 30h de vídeo e 50% de carga em apenas 20 minutos.










